Várias Contos





Conto nº 1 – E APAIXONANDO-SE

Uma estranha caixa musical abriu-se, de lá saiu uma bela canção sem voz vindo do ano de 1989, adorável mas ao mesmo tempo Melancólica, Ana perguntou a Nuno se queria dançar, ele disse sim.
Ai dançou como nunca, aliás esta era primeira vez que o fazia, Nuno olhou para Ana, ela tinha um belo cabelo loiro, esta valsa que era feita, era a melhor de todo o mundo, Nuno gostava quando podia sentir o calor humano de Ana, ai perguntou:
– Amas-me?
-Sim. Respondeu.
-Ó Nuno desde a primeira vez que te vi, eu sabia que te adorava, estou tão contente, mas não sei se é a emoção por aquilo que passamos juntos, só sei que te amo. Aí eles continuaram a dançar fervorosamente, Balançado e Balançado. Aí lembravam-se como se tinham encontrado da primeira vez, estes dois jovens nunca esperavam sentir-se assim, este amor nascido através de aventuras radicais de outro mundo, eles continuaram e continuaram, não era um amor falso ou sintético, baseado em poder ou superioridade, era simples e igual algo que falta em muita boa gente, era simplesmente único e inocente, finalmente estavam juntos e perguntavam-se quanto tempo aquela dança ia durar, mas não por muito. Eles sabiam que iam ter uma grande jornada pela frente. Mas eles sabiam que iam ser felizes.
Conto nº 2 – Acordando no Mesmo Tecto

Xavier estava novamente acordado, ele olhava para as paredes infinitas do seu quarto, já há 5 anos que estava preso dentro do seu Asilo. Perguntava-se quando é que podia ir embora. O Inspector Leitão, tinha chegado para começar novamente o interrogatório:
-Bom Dia Xavier como passou?
-O Mesmo de Sempre e o Senhor?
-Bem, já teve tempo para analisar os papéis que lhe dei?
-Dei uma olhadela em algumas coisas mas ainda é pouco para dizer alguma coisa.
-Veja lá, eu ainda gostava de ter este caso resolvido.
-Pois mas eu já não sou mais inspector.
-Sabes muito bem Xavier que eu estou a fazer o máximo possível para o tirar deste Asilo.
-Mas, eu quero estar aqui.
Leitão já ouvia aquilo desde que o Agente Rodolfo Xavier internou-se, mas ele sabia que era o mais inteligente e perspicaz para qualquer caso fora do normal.
-Sabes que o pessoal tem saudades tuas.
– Eu também tenho, mas depois de ver aquilo que eu vi, simplesmente não posso andar com uma arma nas mãos. Leitão retirou-se concluindo que o ex-agente Xavier estará indisponível.

Conto nº 3 – Baba Yaga

Vasilisa a Bonita caminhava pela Floresta, no escuro da noite. Enquanto caminhava via a Floresta a tomar estranhas formas, do escuro da noite tudo se transformava, a luz da lua não existia, ela sentia o cheiro dos animais cedentes de sangue, enquanto caminhava via, alias não via nada… absolutamente nada, aonde apenas ouvia as vozes mortíferas do vento, ela finalmente tinha chegado ao seu destino.
Ela estava ao pé da cerca feita de ossos humanos, de longe via uma estranha cabana com pés de galinha… a cabana de Baba Yaga. Ela via três cavaleiros: um de branco, de preto e de vermelho. Os cavaleiros simplesmente abriram a porta e Vasilisa pode continuar em direcção á cabana de Baba Yaga. Vasilisa disse: Cabana, Ò, Cabana, vira as tuas costas para floresta mas vira-te para mim. A Cabana assim o fez, a porta ficou descoberta e a Cabana ajoelhou-se para que Vasilisa pudesse aceder á Cabana. As portas abriram e ela sentiu um forte cheiro a podre, ao entrar viu que o conteúdo da Cabana parecia milenar,
Quem é? Perguntou uma voz ríspida. Esta voz era de Baba Yaga.
-Baba Yaga o meu nome é Vasilisa, e vim pedir a tua ajuda.
-E do que se trata?
-Pássaro de Fogo.
Conto nº4 – Encontro

David, Rui, Henrique, João e Eva tinham entrado numa estranha gruta, quando eles eram pequenos tinham jurado que iam explorar essa gruta quando crescessem, agora que o já o são, estava mais que da hora de o fazer, ao entrarem, viam o vasto negro dessa gruta, tinham trazido equipamento: lâmpadas e algumas sanduíches, estavam vestidos a rigor para aquilo, mas honestamente não eram profissionais nenhuns. Enquanto exploravam David presenciou algo:
-Pessoal, tenho uma certa sensação que nós não estamos sozinhos. Ai de repente surgiu algo gigante, uma bola de pelo branco, era um Coelho enorme, todos eles berraram que nem perdidos e fugiram mas Henrique que era o menos corajoso, ficou ali petrificado.
-Tu não tens medo de mim pois não?
-e-e-e-e-e-u?
-Sim tu, tem calma eu não te vou fazer mal nenhum, mas penso que me podes me ajudar.
-Aju—u-u-dar c-c-c-c-como?
-Preciso de salvar um tal Xavier, ele é a única hipótese de eu puder derrotar a Baba Yaga. Ai começou a sua explicação de que antes era um simples coelho até um dia ter sido apanhado por humanos e tinha sido experimentado até se tornar daquela aberração que é, mas ele foi contactado pela Bruxa Baba Yaga prometendo-lhe a sua vingança.
Conto nº 5 – A Casa

O ano era 2015, três anos tinham passado desde da queda da Internet, aonde tudo existia numa forma digital desapareceu completamente sem deixar vista nenhuma, eu continuou caminhar pelas estradas, muito lá no horizonte espero sempre encontrar algo que me salve da minha fome mas já há 5 dias que não como nada, ainda não sei como é que sobrevivi, mas aqui estou, eu sempre quis viajar mas nunca arranjei uma razão para isso, nunca queria que fosse esta, o mundo vivo num estado pós-apocalíptico, não há noticias, parece tudo morto, um pouco como eu, enquanto caminho pelo horizonte vejo uma casa, decido continuar a caminhar em sua direcção entro dentro da tal casa, como era de esperar não havia lá ninguém, ao entrar vi que a casa parecia ter sido abandonada á anos, decidi entrar de um dos quartos ai vi uma caixa de musica, eu abri-a e de lá saiu uma musica do estilo de anos 80, ao principio achei a musica um bocado foleira mas depois encantei-me e comecei imaginar um par feliz a dançar, mas foi ai que vi mesmo, não era minha imaginação um par fantasmagórico estava a dançar ao pé de mim fiquei com grandes arrepios ao vê-los mas sim realmente eles dançavam sem parar eram bem mais novos do que eu, foi ai então que reparei numa coisa, que o rapaz dançarino era familiar comecei pensar bem porque vim a este sitio alias porque voltei a ele…eu era esse rapaz.
Conto nº 6 – Queda da Rede

Leocadio, Rafael, Pasco, Vulcan e Cyneburga tinham finalmente chegado á sala principal, ai encontrava-se o objecto que continha a matriz da Internet, ali estava o aglomerado de todas as redes virtuais, quem pudesse controlar aquilo controlava o mundo. Leocadio o líder aproximou-se, olhou para o objecto, ali estava o poder de todo o mundo, Pasco o inteligente entreviu e disse que o objecto não podia ser tocado de qualquer maneira, pois podia criar um total colapso, Leocadio olhou para Pasco e simplesmente se riu, Leocadio queria causar completo caos mas Pasco tentou para-lo ficando com o pescoço partido, Rafael, Vulcan e Cyneburga podiam ver que o seu antigo líder já não estava com capacidade para tomar uma decisão estável, Rafael o rival agarrou Leocadio por trás, prendendo-lhe os braços deixando-o incapacitado, Vulcan o forte mandou um murro mas falhou acertando do Rafael, Leocadio escapou mas Cyneburga a rapariga do grupo mandou um supremo pontapé, mas Leocadio bloqueou-o e conseguiu chegar para os seus antigos parceiros em crime, ele elimino-os sem preocupação, emoção ou arrependimento, ai ele olhou para a matriz, a sua energia iluminava-o, Estava da Hora, ele pensou. E esta foi a história de como a Internet caiu.
Até hoje a localização de Leocadio é desconhecida.
Conto nº 7 – O Pistoleiro

Ele caminhava pelos vastos desertos, pelas montanhas desequilibradas, pelos vilarejos de 100 pessoas, pelas selvas impenetráveis e por estradas infinitas.
Mas um dia ele chegou a um sítio que não esperava, a uma estranha cidade, situada numa colina, e esta encontrava-se silenciosa, o pistoleiro caminhava pela sua incessante névoa, era algo deveras fantasmagórico, enquanto caminhava…
-Novo por aqui? O Pistoleiro assustou-se.
-Sim.
-Bem vai poder ver que esta pequena e pacata cidade não tem nada de especial de todas as outras pequenas e pacatas cidades de Portugal.
-Fico contente por saber. O velho retirou-se. O Pistoleiro caminhava em direcção ao horizonte da cidade, de repente ouviu uma estranha sirene, o som estava cada vez mais terrível, mal conseguia suportá-la.
Tendo desmaiado o Pistoleiro acorda num hospital, ao olhar para as paredes viu que tudo se encontrava abandonado e com bolor, ao sair da cama ele começou a procurar por alguém que o pudesse ajudar, achando uma enfermeira…
-Desculpe menina. A enfermeira revelou a cara completamente desfeita, o seu corpo um pouco transfigurado mas também bastante revelador. Seria um Pesadelo?
Conto nº 8 – Vê & Joga

O meu nome é David, eu nasci num tempo em que os vídeo jogos era tudo para nós, mas houve uma certa altura em que isso acabou, para ser mais exacto no ano 2012, quando a internet se foi abaixo nesse ano nós tínhamos entrado em pura anarquia. Mas coisas muito em breve mudaram quando um certo dia recebi uma mensagem dum velho amigo, bem ele não era exactamente um grande amigo era da verdade um camarada meu dos jogos online, ele indicou um sitio aonde nos pudéssemos encontrar pela primeira vez, era num hotel já um pouco antigo, este encontrava-se abandonado e havia hipóteses de lá ninguém passar, finalmente eu tinha chegado lá e descobri que não estava sozinho, havia um homem careca, um rapaz loiro vestido de verde que quase parecia uma rapariga, um japonês e uma rapariga um pouco andrógina. E por ultimo o meu velho amigo, Mao, ele estava completamente vestido de vermelho, parecia um soldado.
-Fico contente por terem vindos todos, como vocês sabem nós sabem há 5 anos atrás o mundo foi-se abaixo tudo o que era bom tinha desaparecido e agora o que nos resta são as memorias, as que me lembro-me mais são dos jogos, em que simplesmente combatia os maus simplesmente porque podia, por isso hoje nós vamos fazer como o antigamente, lembrar nos velhos tempos que foram e começarmos a tomar as nossas próprias medidas.
Conto nº 9 – Tu Não existes

Ele tinha acordado novamente, olhava para sua amada, ele simplesmente não conseguia parar de olhar para ela, ela para já estava adormecida, ele estendeu a mão no seu bonito cabelo, não conseguia imaginar como podia ter conseguido achar alguém tão belo, mas eles estavam juntos finalmente, ela limpava as teias de aranha e a escuridão dele, mas ele sempre sentia uma estranha sensação sempre que estava ao pé dela, o seu coração batia com mais força que quase o matava, e agora ali estava ela a dormir suavemente, e enquanto ele puxava o cabelo, ele tentava o fazer mais levemente possível, ele beijava nos seus lábios, ela lentamente começou a acordar, nos seus olhos via-se uma sensatez única ela levantou-se e suspirou no ouvido dele:
-É sempre bom acordar ao teu lado nada mais do que tu para me inspirares para conseguir levantar-me…
Mas tu também tens que te levantar, tu sabes muito bem que sou eu existo na tua imaginação eu não sou real eu sou apenas na tua criação mental de mulher perfeita.
Desculpa dizer-te isto mas eu amo-te demais para continuar a mentir-te a ti.
Ela tinha razão ele tinha que se levantar, ao olhar para as suas mãos viu que o tempo apanhou-o tornando-o frágil ele estava sozinho e triste para sempre da sua nova realidade.
Conto nº 10 – Irmã

Há muitos anos atrás havia uma Torre gigantesca do meio do mar e uma certa princesa tinha sido raptada pela sua própria irmã gémea. A sua irmã andou a causar sarilhos que a da qual destruiu o bom nome desta. Ela estava a ser guardada por um Enorme Dragão. O Dragão estava a ter uma conversa com a Irmã:
-Vejo que o teu plano maquiavélico sucedeu, mas pergunto-me por quanto tempo irá permanecer assim?
-Eu não tenciono mantê-la por aqui durante muito tempo, eu prefiro que consiga sair por si própria, e ao tentar explicar ao mundo as acções que fiz em nome dela, ela só poderá dizer ‘Mas’, e mais nada.
-Tanta astúcia, vinda de uma linda filha de um cientista louco.
-E é claro do fim do dia, eu irei precisar da tua ajuda Dragão. Depois da Irmã se ter retirado o Dragão comunicou com a princesa:
-Princesa a tua Irmã pensa que tu consigas fugir.
-Duvido que isso seja possível. A menos que me ajudes?
-E o que é que eu ganho com isso, princesa?
-Dragão se me ajudares a fugir, eu dou a minha palavra que a caça á tua espécie terminará. Dragão então decidiu ajudar a princesa, a princesa escapou e planejou a sua vingança contra a sua Irmã.
Conto nº 11 – Super Zeros

Estamos no ano 2010 do mês de Novembro dia 22, e são precisamente 15:57 deste momento, mas vamos para o futuro, daqui a 20 minutos. Nesse futuro um bando de “super heróis” é lhes dado uma missão especial, esta missão trata-se da escolta de Rodrigo o Embaixador de Inglaterra, aparentemente os Terroristas Sem Causa (que é assim como se chamam) desejam sequestrá-lo, por isso acabe estes super heróis faze-lo:
Marechal Sol: O Líder que a da qual foi dado o dom da Idiotice.
Almirante Júpiter: O Segundo em Comando que pensa que é melhor que o Marechal mas é 100 vezes pior.
General Saturno: O mais inteligente do grupo (apesar que não é preciso muito) que a da qual pensa que é cheio de estilo (é mentira).
Comodoro Úrano: Com força e altura para destruir prédios. Bem da verdade é só isso que ele faz.
Capitã Vénus: E por ultimo a rapariga do grupo que a da qual tem a habilidade de… ser a única rapariga do grupo.
Eles os cinco foram escolhidos para salvar o mundo, ao escoltar uma pessoa que decididamente não é lá muito importante. Mas Doutor Apophis o arqui-inimigo deles anda á espreita.
Conto nº 12 – Planeta de Chapéus

Diário, Dia 1 – Eu encontrei o Planeta dos Chapéus. Até agora tinha sido uma lenda mas finalmente consegui achá-lo.
Diário, Dia 5 – Finalmente entrei neste planeta há 5 dias, tal qual como suspeitava trata-se numa Utopia á volta dos Chapéus.
Diário, Dia 10 – Tive o meu primeiro encontro com um dos seus habitantes…digamos que foi um bocado esquisito.
Diário, Dia 15 – Os habitantes tem uma espécie de fervor para os chapéus e levam algo a serio como por exemplo eles quase me linchavam em publico por ter rasgado um dos seus chapéus.
Diário, Dia 20 – Já passaram cinco dias desde que estou preso até hoje ainda não me visitaram.
Diário, Dia 25 – Evadi desta prisão horrível só me resta achar a minha nave.
Diário, Dia 30 – Achei a minha nave agora só me resta fugir. Mas estou com uma estranha comichão da minha cabeça, eu lembro-me que os habitantes deste planeta tinham um corpo parecido aos chapéus.
Diário, Dia 35 – Tal como temia o meu corpo está a ficar como os dos habitantes deste planeta pelos vistos vou tornar-me de um deles se eu voltar á terra tudo será pior bem mais vale voltar atrás.
Diário, Dia 40 – Recentemente fui condecorado como embaixador muito em breve voltarei á terra.

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One Response to “Várias Contos”

  1. Beverly Higgins on July 25th, 2017 at 7:01 am

    I really enjoyed reading these short stories. .this is a brilliant way to help learners to understand written Portuguese and build vocabularies ..Thanks you.

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